Outro acidente

Como se quebrar o pé não bastasse, quebrei um dente comendo cereal de milho. Pelo que o dentista disse, o meu dente está todo podre por dentro, de uma cárie que foi mal restaurada e infiltrou.

O treco estava tão inchado e inflamado que ele injetou um antibacteriano dentro do dente e selou com uma prótese para diminuir o abcesso e poder fazer a extração em duas semanas. Gostei do dentista, discutimos farmacologia de anestésicos, analgésicos e antiinflamatórios enquanto ele fazia o procedimento.

O jeito é esperar duas semanas agora. Enquanto isso, nimessulida (antiinflamatório), amoxicilina (antibacteriano) e dipirona (analgésico) caso haja dor.

Melhor recado de amigos sobre o problema: “professor, melhor você se cuidar que nesse ritmo você não termina o ano inteiro”. A chance é grande, uma vez que os dois acidentes foram em casa.

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De molho

Consegui o quase impossível: quebrei meu dedinho do pé em um acidente doméstico, na madrugada do último domingo.

Como? A caminho para atender minha pequena filha durante um chorinho na madrugada.

Segundo os médicos, embora o osso esteja fraturado ele não saiu do lugar. Embora tenha um pouco de medo, porque o médico prestou tanta atenção em mim que não sabia dizer em nenhum momento se estava quebrado o dedo do pé esquerdo ou o do direito (era o esquerdo, só pra constar).

Por conta dessa, estou de molho em casa até a próxima quarta-feira. O que está sendo mais ou menos um problema. Estou muito chato, incomodando minha esposa. Não consigo ficar parado em casa – tendo ordens para ficar de repouso mas não consigo cumpri-las direito.

O jeito é aguentar até semana que vem.

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Dia dos pais

Hoje assisti a uma homenagem aos pais feita na creche-escola onde minha filha ‘estuda’ – Sim, ela tem 18 meses e já vai à escolinha – e pude ver então minha pequena mocinha, com uma gravata feita de TNT (tecido/não-tecido, não 2,4,6-trinitrotolueno) e um dos meus bonés cantando uma homenagem aos papais.

Bem, ela não cantou muita coisa – ela fala ainda poucas palavras em português (papai, mamãe, ‘cabou’, ‘ai di bum’, etc), mas estava lá batendo algumas palmas bem comportadinha.

Depois da homenagem, a creche continuou aberta para os pais brincarem com seus filhos(as). A minha pequena mocinha não estava muito a fim, mas quando passou pela pracinha da creche foi correndo brincar. Segundo as tias que cuidam da moça, brincar na pracinha e participar das aulas de música são as atividades preferidas dela na creche.

Na saída ganhei um cartão que a minha filha fez – uma impressão da palma dela em tinta guache azul.

Pode parecer bobo, pode parecer estranho, mas sou pai. Este é o segundo ano em que passo por um dia dos pais no papel de pai. E muito feliz com isso.

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Chorando se foi

Da série: coisas absurdas que ocorreram na minha frente.

2007. Lá estava eu, no Trensurb (metrô urbano de Porto Alegre, RS) indo para o meu laboratório, resolver pendengas do meu doutorado. Ao meu lado, um ser com uma camiseta da Geologia da UFRGS, tranquilo em seu canto, e eu no meu.

Quem conhece o Trensurb sabe que no horário da manhã normalmente o sistema de som dos vagões toca Continental FM, uma rádio que toca músicas de mais ou menos 15-20 anos para trás. O que nos leva ao final dos anos 80.

E vários sucessos da época. Rosana, Yahoo, Biafra, etc.

Mas não esqueçam de um fenômeno: a Lambada. E com ela, seu principal hit: Chorando se Foi, do grupo Kaoma.

(Para quem não tem a mínima idéia do que é isso, eis o YouTube para dar uma ajuda):

Kaoma – Lambada – Chorando se foi

E quando começa a tocar a tal da música, o rapaz fica empolgadíssimo. SUPER EMPOLGADO. E começa a cantar junto, a dançar um pouco e estalar os dedos no ritmo da música.

Eu, de frente para ele, tive que recorrer a meus enormes poderes de concentração para não morrer de rir. Olhei para os lados e percebi que eu não era o único tentando se controlar.

Aprovetei que o trem parou em uma estação e troquei de vagão. Aí sim comecei  a rir. Claro que ninguém no outro vagão entendeu o que estava acontecendo.

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Savage Chickens: Abacus

IT Department, 1200 AD

IT Department, 1200 AD

Via http://www.savagechickens.com/2010/06/abacus.html

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Música de Brinquedo

Já há alguns dias havia visto no site do Pato Fu – uma das bandas que admiro por fazer escolhas diferentes das que outras bandas-padrão fazem – que um novo disco estava para sair.

O trabalho, intitulado curiosamente de Música de Brinquedo, remete ao fato de que todo o disco foi feito com instrumentos de brinquedo. Bateria, guitarra, cavaco, percussões, piano, teclados e outras coisas, todas de brinquedo (incluindo um sax de plástico)!

Do próprio press release do disco, escrito pelo John Ulhoa:

Quase todos nós – e os amigos próximos – viramos papais e mamães nos últimos anos. A temática infantil passou a nos comover. Ao mesmo tempo, sentimos que seríamos capazes de fazer algo para pais e filhos que tivesse uma das características que mais gostamos na música: terem duas (ou mais) camadas de entendimento, um “Muppet Show” de carne, osso e música, diversão para os adultos, sem aborrecimento pros pequenos, e vice-versa.

O disco é um disco de covers, mas com uma lista de faixas bem diferente. Tem Tim Maia, Paralamas do Sucesso, Titãs, Zé Ramalho, Rita Lee, Roberto Carlos, Elvis Presley, Ritchie, Paul McCartney/Wings, Temptations e Pizzicato Five. A princípio essa lista pode parecer estranha, mas ouvindo o disco, faz sentido.

Meu destaque vai para “Primavera” (cover do Tim Maia), “Todos estão surdos” (cover do Roberto Carlos), Live and Let Die (Paul McCartney/Wings) e Twiggy Twiggy (Pizzicato Five).

Para não ser muito demorado: vale a pena ter esse disco. Recomendo!

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SharpRecipes

Resolvi botar meus velhos e ruins dotes de programação para funcionar. De modo a resolver um problema aqui de casa, vou criar um software para armazenar as receitas que minha esposa acha na internet, ou que sabemos de memória. A diferença é que, além do software ser free e open-source, estou pensando num modelo um pouco diferente:

  • Todos os itens da receita seriam buscáveis (isso é, tanto os ingredientes, a receita per se e dicas e comentários seriam passíveis de busca pelo software).
  • As receitas ficariam salvas em um banco de dados interno do programa (provavelmente SQLite)
  • Mas também seriam, com a anuência do usuário, enviadas para uma base de dados salva na internet (provavelmente via um WebService usando PHP/MySQL ou outra abordagem), onde outros usuários poderiam buscar (através da interface do programa) receitas também.
  • O WebService, além da interface de comunicação com o programa (provavelmente SOAP), também terá outras interfaces (como JSON, Serialized PHP Array, etc).
  • O programa permitirá exportação da receita para outros formatos populares (estou pensando em HTML, Microsoft Office 2007 .docx, OpenOffice .odt, LaTeX, RTF, PDF, etc)
  • Será escrito em C#, tendo tanto o .NET da Microsoft quanto o Mono como alvo (de modo a ser, em teoria, multiplataforma).

Vamos ver até onde levo isso. Logo vou fazer o setup de um espaço para o programa e para o WebService aqui mesmo no Sopa de Tags.

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Desenvolva em .NET utilizando a interface gráfica “Ribbon” do Office 2007

Embora alvo de muitas críticas na época de seu lançamento, acho que hoje pode-se dizer que a interface “Ribbon” do Office 2007 tornou-se uma espécie de padrão. No início, quando migrei do Office 2003 para o 2007 achei a interface complicada. Mas, uma vez que peguei o jeito da coisa (e admito que foi mais rápido que havia previsto), acho muito fácil e mais rápido trabalhar com essa interface.

E, como a suíte Office é um dos programas mais utilizados por usuários de PCs rodando Windows, essa interface criou uma nova demanda. Os usuários querem programas parecidos com o Office. Vários programas com a interface inspirada no Ribbon já surgiram, e o OpenOffice (alternativa do mundo free software para o Office) tem um projeto para renovar sua interface gráfica inspirada no Ribbon.

E não demorou para que a mesma interface esteja disponível para uso em programas utilizando o .NET framework.

A própria Microsoft liberou o uso do Ribbon para outros programas através do Visual C++, com a ressalva que a mesma não seja utilizada em programas que sejam rivais ao Office. Outras companhias criaram também alternativas para o resto do ambiente .NET (especialmente C# e VB.NET).

Uma versão da Windows Ribbon, disponível para implementações para o Windows 7, está disponível em http://windowsribbon.codeplex.com/

Outra, feita nativamente em .NET 1.1, está disponível gratuitamente (requer registro)  em http://www.qiosdevsuite.com/Qios.WebSpace/Standard.aspx?RID=53. O instalador dessa versão adiciona os componentes no Visual Studio 2005 e 2008. Em um próximo post falarei como adicionar os componentes manualmente no SharpDevelop.

UPDATE (28/07/2010): a adaptação para o SharpDevelop não está funcionando a contento. O Qios.DevSuite cria os componentes a partir de um desenho na tela (utilizando System.Drawing), e algo no designer do SharpDevelop não está bem ajustado. Agora não sei se é um bug do SD ou do Qios.DevSuite.

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Firefox 4.0 Beta 1

Bem, como vocês sabem, sou o que pode se chamar de nerd. E todo o nerd, pelo menos os que conheço, inclusive os que argumentam que ser chamado de nerd é errado (isso é um bom assunto para outro post), são o que eu chamaria de early-adopters.

Bem, faz quase uma semana que saiu o primeiro Beta público do Firefox 4.0. Resolvi instalar e testar nos dois PCs que uso (tanto em casa quanto na UFRRJ). Eis minhas impressões:

a) Rapidez: o Fx é mais rápido que a versão 3.6 rodando na minha máquina, e ocupa menos memória quando carregado (por exemplo, uma aba aberta com o Gmail ocupava 110 MB da RAM no Fx 3.6 contra 88 MB no Fx 4.0). Aparentemente isso se dá por melhorias no Gecko (engine por trás do navegador), no executador de scripts JavaScript e na alocação de memória.

Outra coisa legal é que plugins como o Flash, Quicktime, Java, e outros rodam por padrão em um processo separado do navegador. Ou seja, quando eles travam o navegador não trava junto (o que é ótimo).

Outro processo rodando em paralelo com o navegador é o HTML parser, o que talvez explique porque as páginas parecem carregar alguns instantes mais rapidamente.

b) Interface: a interface de usuário do Fx 4.0 foi redesenhada. As abas estão no topo, viradas para cima (que nem no Google Chrome) e a barra de ferramentas está logo abaixo. Agora no canto direito da tela há um botão Firefox, que dá as principais opções (lembra muito o Office button do Office 2007).

c) Outras melhorias: o Firefox dá suporte a mais padrões da web, incluindo boa parte do CSS3, suporte a vídeo, e novidades do HTML 5.

Em resumo, para quem quer arriscar algo (afinal, é software beta), recomendo o Firefox 4.0 beta 1. Ou então aguarde até a metade do próximo semestre, quando a nova versão será lançada.

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Slow morning

Manhã lenta. É assim que eu me sinto na maior parte dos dias quando não acordo em alta velocidade cheio de coisas para fazer e resolver.

Por exemplo: ontem neste horário estava dentro de um ônibus, para ser preciso um da Viação Bangu, linha S-07 Campo Grande x Cidade Universitária, indo entregar uma amostra de produtos que fiz no meu pós-doutorado para testes no campus da Ilha do Fundão da UFRJ.

Uma hora e quarenta minutos depois, lá estava eu no Fundão. Trinta minutos depois, lá estava eu de volta ao ônibus, desta vez com destino a Campo Grande.

Pode parecer pouca coisa, mas aproveitei o tempo para corrigir um trabalho de conclusão de curso do qual serei banca daqui a pouco aqui na UFRRJ.

E agora aqui estou eu, fazendo hora enquanto a apresentação do trabalho não começa.

Eu reclamo do agito mas quando a vida entra em slow motion eu sinto falta. Ser humano, às vezes, é estar eternamente inconformado.

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